Embora superior à média global, gerenciamento do ambiente de nuvem no país ainda tem deficiências, colocando dados em risco
Uma nova pesquisa global da IBM revelou que 83% dos líderes empresariais e de TI no Brasil adotaram uma abordagem de nuvem híbrida que pode ajudar a impulsionar a transformação digital.
De acordo com o levantamento, a adoção de nuvem híbrida do País é superior à média global (77%).
Dica de Leitura: Se você está procurando entender melhor como gerenciar ambientes de nuvem de forma segura e eficiente, especialmente considerando a complexidade de fazer com que todos os ambientes de cloud funcionem em conjunto, uma abordagem interessante pode ser explorar como o Kubernetes pode ajudar a organizar e orquestrar esses ambientes. Leia mais sobre Kubernetes explicado com diagramas que fazem sentido para descobrir como essa tecnologia pode ser fundamental na sua jornada de transformação digital.
No entanto, a maioria das organizações no País está lutando com a complexidade de fazer com que todos os seus ambientes de cloud funcionem em conjunto: apenas 27% dos entrevistados gerenciam ambientes de nuvem híbrida de forma holística — o que pode criar pontos cegos e colocar os dados em risco.
O estudo intitulado IBM Transformation Index: State of Cloud, encomendado pela IBM e conduzido pela empresa de pesquisa independente The Harris Poll, ouviu mais de 3 mil tomadores de decisões de negócios e tecnologia de 12 países e em 15 setores, entre serviços financeiros, manufatura, governo, telecomunicações e saúde, para entender onde as organizações estão avançando ou apenas emergindo em suas jornadas de transformação.
Investimento em nuvem reflete o potencial da transformação digital nos negócios
No Brasil, 76% dos entrevistados acham que é difícil realizar todo o potencial de uma transformação digital sem ter uma sólida estratégia de nuvem híbrida em vigor.
Mais do que isso: 89% da liderança das organizações nacionais entende claramente o valor de negócios que os investimentos na adoção de cloud (pública, privada, multi, híbrida) podem oferecer — número bem acima dos 79% da média global.
Ameaças cibernéticas impedem total integração e a inovação do ecossistema
Embora as empresas tenham adotado uma variedade de técnicas de segurança para proteger as cargas de trabalho na nuvem, as preocupações com a segurança ainda permanecem.
No Brasil, 35% dos entrevistados apontaram que razões de segurança impedem de integrar totalmente suas cargas de trabalho/aplicativos entre ambientes.
Além disso, as ameaças cibernéticas no País são uma preocupação ainda maior para a inovação do ecossistema — 51% dizem que os riscos de segurança representam um grande desafio para as empresas que desejam integrar parceiros do ecossistema de negócios em ambientes de nuvem.
A falta de habilidades adequadas inibe desenvolvimento de nuvem de negócios
Este é um grande obstáculo para a inovação porque a escassez de habilidades e talentos está impedindo o avanço rumo aos objetivos de nuvem de negócios.
Os efeitos não param por aqui — essas limitações também estão impedindo as organizações de alavancar o poder das parcerias.
À medida que as organizações enfrentam a realidade da escassez de talentos, não conseguem implementar uma estratégia holística de nuvem híbrida — o que pode criar lacunas na segurança e conformidade, além de causar riscos em ambientes de cloud.
Quando se trata de gerenciar aplicativos em nuvem, 63% dos entrevistados no Brasil dizem que suas equipes não têm as habilidades necessárias para serem proficientes.
Requisitos regulatórios e de conformidade permanecem no centro das atenções, fazendo com que os negócios atrelados a nuvem parem
Com os regulamentos em ascensão, também estão os desafios de conformidade.
38% dos entrevistados no Brasil acreditam que garantir a conformidade na nuvem atualmente é muito difícil e 23% citam problemas de conformidade regulatória como uma barreira importante para a integração de cargas de trabalho em ambientes de TI privados e públicos.
“Acompanhamos no Brasil um grande foco das empresas de diferentes setores na adoção de nuvem híbrida nos últimos anos. Por outro lado, sem dúvida, há caminho para a evolução em torno da gestão integrada desses ambientes que passa por um olhar crítico para a segurança e requisitos regulatórios. Acredito que as companhias do País estão no caminho certo e cada vez mais cocriando e se aliando a parceiros para evoluir seus ambientes e alcançar altos níveis de eficiência e inovação com o modelo híbrido”, salientaRodrigo Ganimi, líder de serviços de nuvem híbrida de IBM Consulting na América Latina.
Com base na pesquisa, a IBM lançará uma ferramenta interativa para servir como fonte contínua de feedback para as organizações medirem seu progresso de transformação.
Com a capacidade de ajudar as empresas a avaliar como elas se saem em relação a outras, a ferramenta permitirá que elas identifiquem áreas onde a transformação está paralisada e onde ela pode estar se destacando — desbloqueando a capacidade de diagnosticar e agir com eficiência mesmo em relação à complexidade do mundo real da transformação em nuvem.
A IBM disponibilizará a ferramenta IBM Transformation Index: State of Cloud nos próximos meses, com o objetivo de fornecer aos líderes de negócios insights valiosos de benchmarking que podem guiar suas estratégias de nuvem híbrida.
O IBM Institute for Business Value (IBV) também publicou um novo relatório, “A Comparative Look at Enterprise Cloud Strategy”, com um guia de ação sobre como os líderes podem usar o Índice para ajudar a promover a transformação digital de suas organizações.
LEIA TAMBÉM:
FAQ: Solucionando os Desafios da Nuvem Híbrida
1. O que significa gerir uma nuvem híbrida de forma “holística”?
+
Gerir de forma holística significa não tratar o servidor local (On-Premise) e a Cloud Pública (AWS, Azure) como silos isolados. Exige a implementação de um painel de controlo centralizado (Single Pane of Glass) onde as políticas de segurança, monitoramento (Observabilidade) e gestão de custos se aplicam uniformemente a todos os ambientes.
2. Quais são os maiores riscos de segurança na integração de nuvens?
+
O maior risco não está na tecnologia da Cloud em si, mas na falha de configuração humana (Misconfiguration). APIs mal protegidas durante a comunicação entre o ambiente privado e o público, credenciais expostas em código e a falta de criptografia ponta-a-ponta são as portas de entrada mais comuns para ataques cibernéticos em arquiteturas híbridas.
3. Como o Kubernetes resolve a complexidade da Nuvem Híbrida?
+
O Kubernetes (K8s) atua como uma camada agnóstica. Como ele orquestra contêineres independentemente de onde o hardware físico está localizado, permite que os desenvolvedores façam o deploy de uma aplicação da mesma forma, quer seja num data center local ou na AWS. Isto elimina o “lock-in” (ficar preso a um único fornecedor) e simplifica a integração.
4. Por que faltam profissionais qualificados de Cloud no mercado?
+
A evolução da Cloud e das práticas de DevOps é muito mais rápida do que as grades curriculares tradicionais. Hoje, um profissional de infraestrutura não precisa apenas de saber gerir servidores, mas também de dominar automação (Terraform, Ansible), CI/CD, e arquitetura de microsserviços. Há um gap gigantesco entre o conhecimento teórico e a vivência prática em ambientes escaláveis.
